Viradouro e Acadêmicos do Cubango apresentam melhor carnaval no Grupo A

Escolas de Niterói fizeram belas apresentações e empolgaram a torcida na Marquês da Sapucaí. Vencedora desfila entre as grandes escolas do Grupo Especial no próximo ano

Em busca do lugar mais alto no pódio do Carnaval carioca, as 11 Escolas do Grupo de Acesso desfilaram nesse sábado na Marquês de Sapucaí. Entre as mais cotadas para o título da noite estão as agremiações niteroienses, Unidos de Viradouro e a Acadêmicos do Cubango.

Terceira escola a entrar na Avenida a Unidos do Viradouro apostou na comunicação para voltar a ocupar o seu lugar na elite do Carnaval. A vermelha e branca de Niterói não mediu esforços: levou carros grandiosos e com movimentos para o sambódromo com o enredo “Quem sou eu sem você?”, do carnavalesco Jack Vasconcelos.

Mesmo com a tensão na entrada do desfile e com a chuva forte que caia no Centro da cidade os 2.200 componentes e cinco alegorias, a Viradouro conseguiram conquistar o público que gritou: “É Campeã”.

"Estou realmente muito emocionado! Consegui, mesmo de baixo de chuva, levantar a torcida e mostrar para todos que a Viradouro deve voltar para o Grupo Especial. A comunidade foi maravilhosa os componetes acreditaram e cantaram e sambaram com muita confiança. Essa é a minha Viradouro”, emocionou-se Jack.

Outra que levou o público ao delírio foi a Verde e Branca de Niterói. Sétima escola a desfilar, a Cubango apostou no enredo “A emoção está no ar”, do carnavalesco Jaime Cezário, para alcançar o sonho de chegar ao seleto Grupo Especial. Com carros luxuosos, a Cubango retratou os diversos tipos de emoções, através do rádio, do teatro, do cinema e da televisão. A emoção do carnaval foi representada na última alegoria.

No momento em que entrou na Avenida a chuva que castigou as primeiras seis escolas deu uma trégua à Cubango.

“Até os deuses pararam para ver a Cubango passar. Estamos entrando com muita garra e confiança. A escola este ano veio para subir!”, vibrou Jaime Cezário momentos antes de entrar na Sapucaí.

Atuação das outras escolas

Estácio de Sá - Oitava escola a entrar na Avenida a Estácio de Sá levou o enredo: “A Rosa Benevolente – De Cabrochas e Malandros”. Mas com um tema de tamanha  evidencia o que pouco se viu foram as rosas.

A apresentação da comissão de frente foi um dos destaques do desfile. Denominada “Os ranchos se vestem de rosas - O axé das mães do samba” a comissão de frente fez uma apresentação de fácil e entendimento e esteticamente interessante. Como a pista estava molhada, os bailarinos resolveram tirar os sapatos antes do desfile, o que pode comprometer a nota deste segmento.

O  segundo carro alegórico, que abordava a Índia. Também foi uma boa surpresa apresentada pela agremiação. As fantasias dos destaques dessa alegoria eram de bom gosto, a iluminação funcionou na avenida.

As fantasias, de um modo geral, estavam bonitas e de acordo com as cores da escola, sendo um dos pontos positivos da Estácio de Sá, além do canto da comunidade, a boa evolução e a bateria, que apresentou algumas paradinhas ao longo do desfile, que durou 55 minutos.
A agremiação teve um expectador especial o craque do Flamengo Ronaldinho Gaucho que assistiu de camarote ao desfile da Vermelha e Branca.

Império Serrano - A Império Serrano não é mais a mesma. Nona a desfilar, na passarela do samba, a escola da Serrinha fez um desfile bem abaixo das expectativas. Com alegorias com mau acabadas e fantasias simplórias a escola não empolgou.

Mesmo com as deficiências da escola a bateria foi sem dúvida o ponto alto da escola que mostrou toda sua garra. Este ano a agremiação levou para a Avenida uma homenagem ao poeta carioca Vinicius de Moraes. Desde a imagem de um mundo das trevas, apocalíptico e aterrorizante, no início de sua produção poética, à alegria de Ipanema

A sorte não estava ao lado da agremiação. Na segunda cabine de jurados, a porta bandeira Raphaela Caboclo caiu  feio após um rodopio e precisou de ajuda para se levantar. Acabou sendo aplaudida, mas os jurados devem penalizar o erro. Já em frente ao primeiro módulo parte da alegoria caiu de cima do segundo carro.

Acadêmicos da Rocinha - Penúltima agremiação a entrar na Marquês de Sapucaí, a Acadêmicos da Rocinha contou a história de transformação do vidro, desde as lendas criadas sobre sua descoberta à datação de peças achadas em escavações arqueológicas e todas as mudanças que sua existência proporcionou ao dia a dia do ser humano.

A comissão de frente veio luxuosa e  trouxe anjos em uma coreografia bem entrosada, com fantasias de bom gosto, o que deve garantir boas notas para escola. As alegorias e as fantasias foram alguns destaques do desfile, ainda que com algumas pequenas falhas de acabamento nos carros alegóricos.

Caprichosos de Pilares - Última a entrar na Avenida a Caprichosos de Pilares definitivamente não estava preparada para desfilar. Prestando uma homenagem ao subúrbio do Rio de Janeiro a escola pecou feio no quesito alegorias e fantasias. Com carros mau acabados e fora de contexto a agremiação passou pela Marquês de Sapucaí se desmanchando.

Segundo a opinião de quem assistiu aos desfiles a Caprichosos carimbou o passaporte para o rebaixamento.

 

Fonte: jornal.ofluminense.com.br

 


Data do artigo: Seg, 07 de Março de 2011

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